Postado por ETO
Aprenda como fazer o controle de planejado vs realizado em empresas que trabalham sob encomenda, mesmo usando planilhas, e entenda como isso impacta custo, prazo e margem.
Em empresas que trabalham sob encomenda, é muito comum existir diferença entre o que foi planejado no orçamento e o que realmente acontece na execução. O problema é que, quando essa comparação não é feita de forma estruturada, a empresa perde a chance de enxergar onde está ganhando ou perdendo dinheiro em cada projeto.
O controle de planejado vs realizado serve justamente para isso: comparar o que foi previsto antes da venda com o que aconteceu de fato durante a execução. Essa análise ajuda a identificar desvios de horas, consumo acima do previsto, compras não planejadas, atrasos e falhas no processo.
Na prática, o planejado é tudo aquilo que foi definido na fase de orçamento. Já o realizado é tudo aquilo que realmente aconteceu depois que o projeto foi vendido e executado.
O planejado normalmente envolve:
O realizado envolve:
Quando a empresa compara esses dois lados, ela entende com clareza onde estão os desvios e consegue melhorar tanto a execução atual quanto os próximos orçamentos.
Sim, é possível. Caso sua empresa ainda não tenha um ERP como o ETO, esse controle pode ser feito com planilhas básicas. Mas é importante ser direto: isso dá mais trabalho, depende de preenchimento manual e aumenta muito o risco de erro.
Mesmo assim, para quem ainda não tem um sistema integrado, começar com planilhas já é melhor do que não medir nada.
Antes de comparar planejado com realizado, você precisa ter uma base de custo confiável. E essa base começa no cálculo do custo-hora dos departamentos, colaboradores e máquinas da empresa.
Sem saber quanto custa uma hora de usinagem, montagem, engenharia ou qualquer outro setor, não existe planejamento real. Nesse caso, o orçamento vira apenas uma estimativa sem base técnica.
Por isso, o primeiro passo é descobrir:
Esse ponto é tão importante que merece ser tratado como base de todo o processo. Sem custo planejado bem calculado, não é possível fazer uma análise correta de planejado vs realizado.
Inclusive, antes de avançar nesse tema, vale ler também o artigo sobre custo-hora em empresas que trabalham sob encomenda.
Com o custo-hora definido, a próxima etapa é estruturar o orçamento de forma detalhada. Na fase de precificação, a empresa precisa informar quanto tempo pretende gastar em cada operação e qual será o custo previsto com materiais e outros itens diretamente ligados ao projeto.
Ou seja, o orçamento precisa sair do campo genérico e passar a ter composição real.
Nessa etapa, você deve definir por operação:
Quando isso é feito corretamente, você passa a ter o custo planejado da operação e, depois, o custo planejado total do projeto.
Depois de levantar o custo planejado, a empresa precisa aplicar margem de lucro e impostos para chegar ao valor de venda.
Nesse momento, você passa a ter:
Esse ponto é importante porque o planejado vs realizado não serve apenas para comparar custo operacional. Ele também serve para mostrar se a margem pensada na venda realmente aconteceu na prática.
Depois que o orçamento é aprovado e a venda é fechada, começa a fase que muitas empresas ignoram: o acompanhamento do realizado.
Não basta ter o planejado. É preciso criar campos ao lado dele para ir registrando o que realmente aconteceu no projeto.
Isso inclui:
Essa atualização pode ser feita em planilha, formulário interno ou sistema, mas precisa acontecer durante o andamento da operação e não apenas no final. Quanto mais perto do real e mais frequente for esse apontamento, mais útil será a análise.
Com os dois lados preenchidos, a empresa já consegue enxergar os desvios com clareza.
Alguns exemplos práticos:
É nessa comparação que aparecem os pontos que sua empresa normalmente não enxerga quando olha só para o faturamento final.
Quando o planejado vs realizado é acompanhado de forma recorrente, a empresa começa a aprender com os próprios projetos.
Isso permite:
Em vez de depender de percepção ou experiência isolada, a empresa passa a decidir com base em números reais.
É totalmente possível começar esse processo com planilhas. Para muitas empresas, esse é inclusive o primeiro passo.
Mas conforme o volume de projetos aumenta, controlar planejado vs realizado manualmente começa a ficar difícil. Os dados se perdem, o preenchimento falha, a análise demora e a gestão deixa de ser confiável.
É por isso que empresas que trabalham no modelo ETO precisam, com o tempo, integrar orçamento, execução, apontamento e custo real em um único fluxo.
Planejado vs realizado não é apenas um relatório. É uma forma prática de entender se a empresa está executando seus projetos com lucro, controle e previsibilidade.
No modelo sob encomenda, esse tipo de análise é fundamental. Sem ela, a empresa vende sem saber se acertou no preço, executa sem medir desvios e fecha projetos sem aprender com o que aconteceu.
Mesmo usando planilhas, já é possível começar. Mas o mais importante é dar o primeiro passo e transformar esse controle em rotina.